O PAPA DA EUCARISTIA

 

 

O CONCLAVE

Depois de onze dias de orações pela alma do Papa Leão XIII, foi aberto o conclave para a eleição do novo Pontífice, no dia 31 de Julho de 1903. Na manhã do quinto dia de Conclave, dia 4 de Agosto, o Cardeal Sarto com 68 anos de idade, recebeu 50 votos dos 62 votos possíveis. Terminada a escolha, comunicaram o fato ao Cardeal e a seguir, foi feito o anuncio oficial ao público. O Cardeal Luigi Macchi, o mais antigo dos Cardeais, foi à janela que dava para a Praça de São Pedro e proclamou solenemente:

“Eu vos anuncio uma grande alegria: temos Papa – o Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor José Sarto, que escolheu o nome de Pio X”.

Em seguida, o novo Papa deu sua bênção “Urbi et Orbi” , do balcão da Basílica de São Pedro, e com palavras firmes, ratificou o protesto dos Papas anteriores, contra as autoridades italianas, pela usurpação de Roma.

Pio X foi solenemente coroado no dia 9 de Agosto, na Basílica do Vaticano, pelo Cardeal Luigi Macchi, numa brilhante e concorrida cerimônia.

 

PRIMEIROS ATOS COMO PONTÍFICE

Manteve o Arcebispo Dom Rafael Merry Del Val como Secretário de Estado. Depois, de acordo com as formalidades oficiais, recebeu o Corpo Diplomático credenciado junto ao Vaticano. Os embaixadores chegaram no horário determinado, acompanhados dos seus Ministros, e ficaram admirados com a recepção do novo Papa, que se mostrou desembaraçado, agindo com profunda delicadeza espiritual e primorosa cortesia.

Na reorganização da administração, sendo de origem humilde, o chefe do protocolo do Vaticano perguntou-lhe, segundo a sua vontade como deveriam ser chamadas as suas três irmãs que continuavam a assisti-lo, inclusive sugerindo que conforme a praxe, elas fossem chamadas de “condessas”. Pio X não concordou. Elas sempre foram pobres como ele, e assim, pobres deviam continuar. Deviam ser chamadas simplesmente de “irmãs do Papa”. Ele também não consentiu dar as suas irmãs uma habitação no Vaticano. Alugou um modesto apartamento nas proximidades. Ele as recebia regularmente duas vezes por semana, às quartas-feiras e nas manhãs de domingo, juntamente com a sobrinha Gilda Parolin, muito apegada a ele.

 

PRIMEIRA ENCÍCLICA

Na sua primeira encíclica “E supremi appostolatus cathedra” (Supremo Apostolado), de 4 de Outubro de 1903, ele se manifesta de certa forma “atemorizado com o estado por demais aflitivo em que se encontrava a humanidade...” ; “... a sociedade humana está atacada de uma enfermidade muito mais grave e profunda que aquela que afetava as gerações passadas ...” ; “...se arrastando para a perdição...” ; “... Qual seja, esta enfermidade já o sabeis, Veneráveis Irmãos, que é a deserção e apostasia de DEUS...” E ele relaciona a principal destas terríveis manifestações: a guerra ímpia contra DEUS; não há mais respeito ao CRIADOR que inventou a humanidade para que fôssemos felizes e para amá-LO ... ; o próprio homem com inaudito atrevimento quer fazer desaparecer da sua alma, toda noticia de DEUS! E realçando diversos aspectos, e alongando em profundas meditações, segue evidenciando os abomináveis erros humanos. Então o Sumo Pontífice assinala como objetivo principal fazer um combate firme a esta situação, colocando no seu lema: “Instaurare omnia in Christo”. (Ef 1,10) Ou seja, (Restaurar todas as coisas em CRISTO). O retorno da humanidade a soberania de DEUS, sempre e sempre, através de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

 

O REFORMADOR CONSCIENTE

São Pio X se revelou um admirável e eficiente reformador, extirpando da Igreja as heresias e abusos, não aceitando conviver com elas. Em poucos anos procedeu a reformas na Igreja, que eram reclamadas há séculos. Ele criou uma comissão cardinalícia, dirigida por ele mesmo, constituída por 16 Cardeais, colocando como Secretário o Canonista Arcebispo Pietro Gasparri, que foi um trabalhador incansável. E para se avaliar a grandeza dos conhecimentos e capacidade administrativa dos membros da comissão, é suficiente lembrar que dela foram eleitos dois sucessores do Papa: Cardeal Giacomo della Chiesa (Papa Bento XV) e Monsenhor Eugênio Pacelli (Papa Pio XII).

Ele trabalhou muito para realização do texto definitivo do Novo Código de Direito Canônico, que na verdade, só ficou totalmente pronto e foi promulgado a partir do dia 27 de Maio de 1917, pelo seu substituto, Papa Bento XV.

Também fez uma profunda reforma na Cúria Romana, para unificar os trabalhos e sobretudo, definir e qualificar os respectivos chefes de cada departamento, com suas claras e precisas atribuições.

Canonizou e Beatificou inúmeros Santos, entre os mais conhecidos: as Carmelitas de Compiegne, vítimas da Revolução Francesa; o Santo Cura D’Ars em 1904;  Santa Joana d’Arc (1909).

Na encíclica “Pieni l’Animo” (Com Ânimo Piedoso) de 28 de Julho de 1906, dirigida ao episcopado italiano, ele alertava contra uma desordem de funestos efeitos, que era uma tendência do clero novo com relação à “aceitação de novidades eclesiásticas”. Por isso recomendava aos Bispos que tivessem grande cuidado na ordenação de sacerdotes, visitando com frequência os Seminários, para ver se estava entrando neles essa “nova tendência” . Para os Seminários ele promulgou uma nova ordem de estudos, que foi usada durante muitos anos nos Seminários Romanos.

Quanto as Reformas Litúrgicas mais marcantes, foi sobre a música eclesiástica e o canto litúrgico, evitando o uso de músicas profanas. Pediu, sobretudo, que desse ao Canto Gregoriano, o lugar que lhe competia na Igreja, pois “ele é o próprio canto da Igreja romana”, disse Pio X.

Sobre o ensino do Catecismo, em 15 de Abril de 1905 escreveu a encíclica: “Acerbo nimis” (Demasiadamente Grave), sobre o ensino da Doutrina Cristã. Escreveu: “... da ignorância da religião procedem tantos e tão graves danos, que a desconhecendo, em vão seria esperar que pudessem cumprir as obrigações dos cristãos”.

Em 1908 fez publicar um Catecismo da Doutrina Cristã, mais conhecido como “Catecismo de São Pio X”, para a instrução religiosa dos estudantes, tanto nas escolas públicas, como nas escolas particulares e mesmo nas universidades.

A COMUNHÃO FREQUENTE

Pio X fazia um grande empenho para incentivar a piedade dos fiéis. Pelo decreto do Santo Ofício: “Sacra Tridentina Synodos”, alargava as regras para A Sagrada Comunhão, frequente e cotidiana. Ele escreveu:

“JESUS CRISTO e a Igreja, quer que todos os fiéis se aproximem diariamente ao sagrado convite, principalmente para que, unidos a DEUS por meio do Sacramento, tenham forças para refrear as paixões, se purifiquem das culpas leves e cotidianas, e impeçam os pecados graves a que está exposta a debilidade humana”. Ainda afirmou o Pontífice: “A Sagrada Comunhão é o caminho mais curto e mais seguro para o Céu”. Também ordenou o Sumo Pontífice: “Não se tardasse mais a Primeira Comunhão das crianças quando alcançassem a idade da razão. Assinala como mais conveniente para isso a idade de sete anos, momento no qual a criança já tem noção de seus atos”. Sobre este decreto, o Papa mesmo afirmou: “Este documento me foi inspirado pelo próprio DEUS”.

Tal era o empenho do Papa na comunhão frequente que pediu a preciosa e maternal intercessão de NOSSA SENHORA compondo e rezando a súplice oração:

“Ó VIRGEM MARIA, NOSSA SENHORA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO, glória do povo cristão, alegria da Igreja Universal, saúde do mundo! Rogai por nós e reavivai em todos os fiéis a devoção à SANTÍSSIMA EUCARISTIA, para que se façam dignos de recebê-la cotidianamente”.

A respeito da Sagrada Eucaristia, conta-se o fato que ocorreu num dia de audiência de Pio X:

- “Uma senhora se aproximou e apresentou o seu filhinho para o Papa abençoar.”

- Ele perguntou ao menino: “Quantos anos tem?”

- “Quatro anos Santidade”, respondeu o garoto, e disse: “Espero fazer logo a Primeira Comunhão”.

- O Papa perguntou-lhe: “Quem vai receber na comunhão?

- “JESUS CRISTO”, respondeu a criança.

- “E quem é JESUS CRISTO?” Inquiriu o Pontífice.

- “É DEUS” , respondeu o menino com plena segurança.

- “Traga-o amanhã aqui”, disse o Papa à mãe do garoto. “Eu mesmo lhe darei a Comunhão”.

 

ÁRDUA LUTA CONTRA O MODERNISMO

A vontade pela pureza da fé foi uma das preocupações de Pio X. Em várias ocasiões ele apontava os perigos de certos métodos de teologia realizado por inovadores, baseados no “agnosticismo” e no “imanentismo” , que de modo incrível despiam a doutrina da fé de seus ensinamentos de verdade objetiva, absoluta e imutável. E estes métodos se agravavam quando vinha associada a um “criticismo subversivo” da Sagrada Escritura e das origens do Cristianismo.

Para deter essa corrente subversiva dentro da Igreja, Pio X ordenou a publicação do decreto “Lamentabili Sane Exitu” (Verdadeiramente um lamentável desvio). O Sumo Pontífice condenava 65 proposições heréticas, tiradas das obras de Loisy, Tyrrel, Le Roy e Blondel, que eram os expoentes das novas idéias.

Os modernistas reagiram e se reuniram nos Alpes, acusando o Papa de deformar as suas doutrinas.

Pio X, em 8 de Dezembro de 1907, publicou a sua mais longa e famosa encíclica “Pascendi Dominici Gregis” (Apascentando o Rebanho do SENHOR), condenando veementemente o sistema do Modernismo, com uma impressionante eficácia, pela solidez incontestável dos seus argumentos, dando “um puxão de orelha” nos hereges.

 

PERSEGUIÇÃO A IGREJA NA FRANÇA

Desde a Revolução Francesa com seus abomináveis princípios ateus, as autoridades políticas continuavam desenvolvendo uma política cruel e anti-católica. Aqueles que cultivavam essa posição preconizavam que o Estado não deveria por nem sua influência e nem o seu poder, ao serviço de uma concepção sobrenatural, fosse ela qual fosse.

Por outro lado, como as numerosas congregações religiosas constituíam um forte obstáculo a laicização da sociedade, tanto por sua influência como pela ação no ensino, elas foram violentamente atacadas.

A política atéia e materialista foi ganhando corpo apoiados em leis criadas com aquele objetivo: suprimindo orações públicas ao começar os períodos parlamentares; excluindo do ensino público os Institutos Religiosos; declarando obrigatória a instrução laica no ensino público primário; depois veio a lei contra o patrimônio das Ordens e Congregações Religiosas. Uma abominável lei, tornando obrigatório o serviço militar para os clérigos. E por fim veio o golpe de misericórdia, a lei suprimindo todos os Institutos religiosos dedicados ao ensino.

O Papa Pio X escreveu ao Presidente da França, Émile Loubet, sobre esse grave problema, inclusive denunciando os ataques dirigidos contra as Congregações Religiosas. Por outro lado, havia também uma questão de nomeação dos Bispos. O Governo francês queria que o Papa nomeasse um de três candidatos escolhidos pelos franceses. E geralmente, eles indicavam três nomes que a Santa Sé não podia aceitar. E piorou a situação quando Pio X tomou medidas contra dois Bispos franceses que infringiram as diretrizes estabelecidas pela Santa Sé. E para agravar ainda mais, com uma série de procedimentos errados, a França aprovou uma lei, declarando a separação da Igreja do Estado. Na verdade toda aquela política anticlerical não era nova, era continuação das provocações e intimidações desde o Governo anterior.

Mas Pio X reagiu firme com a encíclica “Vehementer nos” (Nós Com Energia) em 11 de Fevereiro de 1906. Nesta encíclica ele faz uma dupla condenação: condena ao mesmo tempo a lei francesa de separação, e a tese geral da separação entre a Igreja e o Estado. Ele afirma dizendo aos Bispos franceses: “... separar o Estado da Igreja é uma tese absolutamente falsa e um erro pernicioso, porque, baseada no princípio de que o Estado não deve reconhecer culto religioso algum, é gravemente injurioso a DEUS, fundador e conservador das sociedades humanas, e a quem devemos tributar culto público e social”.

E foi uma briga terrível ao longo dos anos. Pio X sempre firme e apoiado no direito e na justiça, seguia a inspiração do ESPÍRITO SANTO. E ele, que possuía carismas proféticos, numa alocução consistorial em 29 de Novembro de 1911, afirmou; “Um dia virá – espero que não seja tão longe – no qual a França, como Saulo no caminho de Damasco, cairá rodeada por luz celestial e escutará uma voz: Por que me persegues? Levanta-te, limpa as tuas manchas, reaviva teus sentimentos e vai-te outra vez, como filha primogênita da Igreja, levar o Meu Nome a todos os povos e a todos os reis da Terra”.

 

PERSEGUIÇÃO A IGREJA EM PORTUGAL

Em 1910 complicações eram temidas na Espanha, bem como a separação e perseguição em Portugal. Sobre a perseguição da Igreja em Portugal, o Sumo Pontífice lançou a encíclica “Iamdudum in Lusitânia”(Sem Demora na Lusitânia) em 24 de Maio de 1911, ele escreveu, dirigindo-se a todos os Bispos portugueses:

“... quem ignora que, desde que o regime de governo mudou-se em república, começou logo e sem interrupção, a decretar coisas que respiram um implacável ódio à Religião Católica? Vimos serem violentamente dissolvidas as comunidades de religiosos, e destes, grandíssima parte foi dura e impiedosamente lançada fora da fronteira de Portugal. Vimos, pelo pertinaz empenho de secularizar os costumes civis e apagar da vida pública todo rastro de religião, ser borrados e apagados do calendário as festas e os dias festivos da Igreja; estabelecendo sem perda de tempo, a lei do divórcio; excluindo das escolas o ensino da doutrina cristã; perseguindo com grande furor os Bispos, como se fossem contraventores, homens insignes, tanto por sua integridade de vida quanto por seus méritos em benefício da pátria e da Igreja”.

O Sumo Pontífice Pio X se empenhou com todos os recursos disponíveis, realizando a defesa da Igreja Católica em Portugal, ajustando uma condição de trégua que ajudou muito as Ordens Religiosas, mesmo ameaçadas pelo impiedoso Governo da Republica Portuguesa.

 

A DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA

Sem a menor dúvida, São Pio X não seria o grande Santo que é se não tivesse uma devoção extremada e carinhosa a NOSSA SENHORA. Ele nunca perdeu a oportunidade de exaltar a SANTA MÃE DE DEUS em todos os seus atos. Somente para relembrar vamos citar alguns:

No dia 8 de Setembro de 1903, Festa da Natividade de MARIA SANTÍSSIMA, ele escreveu uma epístola “Se è nostro dovere” (Se é nosso dever) sobre as festividades para a comemoração do 50º Aniversário da definição do “Dogma da Imaculada Conceição”, a ser celebrada em 1904. Na epístola ele escreveu:

“Nós, animados dos mesmos sentimentos de devoção à SANTÍSSIMA VIRGEM, e persuadidos de que, nestas circunstâncias dolorosas dos tempos presentes, não nos restam outras esperanças que as do Céu, e entre estas, a intercessão poderosa Daquela Bendita que foi em todo o tempo auxílio dos cristãos...”

Com a encíclica “Ad illum diem” (Para o dia iluminado) de 2 de Fevereiro de 1904, ele anunciou ao mundo o “jubileu extraordinário”, e a propósito da comemoração, escreveu:

“E para que as graças celestiais, com mais abundância que de ordinário, nos ajudem a acrescentar a imitação da SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA, com as honras que mais amplamente lhe tributaremos durante o curso deste ano, e para que desta maneira consigamos mais facilmente restaurar todas as coisas em CRISTO, nos dispusemos a conceder ao mundo católico uma indulgência extraordinária em forma de jubileu”.

No dia 23 de Março de 1904, através da Sagrada Congregação das Indulgências, ele indulgencia a oração “Tota Pulchra Es” (Toda Formosa é):

“VIRGEM IMACULADA, refúgio dos pecadores. VÓS que, para reparar as injúrias feitas a DEUS, e o mal sobrevindo ao homem pelo pecado, VOS resignastes à morte de VOSSO DIVINO FILHO, sede sempre propícia, e no Céu, onde gloriosamente reinais, continuai em nosso favor VOSSA obra de zelo e de amor. Queremos ser os vossos filhos; demonstrai-nos também que sois NOSSA MÃE. Alcançai-nos de JESUS, o Reparador Divino que aplicando a nossas almas o fruto de Sua Paixão e Morte, nos livre dos vínculos de nossa maldade”.

 

MORTE E GLORIFICAÇÃO

A Segunda Grande Guerra Mundial já se desenhava ameaçadoramente nos céus da Europa e o Papa, preocupado com o destino da humanidade, em 2 de Agosto de 1913 fez uma exortação ao mundo católico dizendo: “... voltem para AQUELE de quem só pode vir o socorro, voltem para CRISTO, o Príncipe da Paz e Mediador Todo-Poderoso junto a DEUS”.

Neste ano de 1913, segundo o Cardeal Merry Del Val, que era Secretário Pessoal do Sumo Pontífice, o Papa teve um forte ataque da gripe influenza, a qual, provavelmente danificou seriamente os seus pulmões. Entretanto, aparentemente o Papa se mantinha com disposição, dando a impressão que havia se recuperado totalmente, continuando a trabalhar sem qualquer queixa.

Entretanto, no dia 15 de Agosto de 1914, festa da Assunção de NOSSA SENHORA aos Céus, ele teve uma forte recaída, que nem suas irmãs que o acompanhavam e o próprio médico, não puderam prever. Nos dias que se seguiram o Papa piorou. O Capelão Monsenhor Bressan, que dormia num aposento contigo ao de Pio X, pela manhã o encontrou sofrendo seriamente, e com muita febre. Os médicos chegaram rapidamente e constataram que os pulmões estavam totalmente congestionados, em estado gravíssimo.

Suas irmãs foram chamadas as pressas e lhe foram ministrados os últimos Sacramentos. No dia 20 de Agosto de 1914, entregou sua alma a DEUS.

Pio X foi enterrado numa simples tumba, sem adornos, na cripta da Basílica de São Pedro no Vaticano. E muito embora só tenha sido CANONIZADO em 1954, sua fama de Santidade ganhou força logo após a sua morte. O número de peregrinos que procuravam o seu túmulo no Vaticano para rezar, era muito grande. Por essa razão, para facilitar, a administração da Basílica colou uma cruz de metal no piso da Basílica, logo acima do tumulo do Papa, para que os fieis pudessem se ajoelhar diretamente naquele local.

Para a BEATIFICAÇÃO foram escolhidos dois, dos diversos milagres apresentados: o primeiro aconteceu com a Irmã Maria Francisca Deperras, com a cura de um câncer ósseo, depois de uma Novena colocando uma relíquia de Pio X sobre o peito dela e suplicando a intercessão dele junto a DEUS, para alcançar o milagre. O segundo ocorreu com a Irmã Benedita De Maria, que também foi curada de câncer. Estes milagres foram aprovados por Pio XII, no dia 11 de Fevereiro de 1951.

A Festa da BEATIFICAÇÃO aconteceu no dia 3 de Junho de 1951, numa linda celebração, contando com a presença de cem mil fieis e mais de uma centena de Bispos e Arcebispos. O Papa Pio XII referindo-se a ele, o denominou “O PAPA DA EUCARISTIA”.

Após as cerimônias, seu corpo foi transferido para a Basílica Vaticana, sob o Altar da Apresentação, e colocado num sarcófago de cristal e bronze.

Ele foi CANONIZADO três anos depois, no dia 29 de Maio de 1954, diante de uma multidão de oitocentos mil fiéis. No novo calendário da Igreja, preparado no ano de 1969, sua Festa foi fixada no dia 21 de Agosto.

 

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