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Santa Catarina de Sena foi uma mulher que se destacou de maneira admirável por suas notáveis e vigorosas virtudes que a levaram a ser “La Mamma” de seus discípulos e amigos e a ser tratada como a “mulier girovaga” (mulher instável ou errante), pelos seus adversários.

Nascida de família modesta numa pequena cidade da Toscana, desde pouca idade foi envolvida pela graça Divina e teve belíssimas e excepcionais experiências místicas.

Não aprendeu a ler e a escrever, mas tinha uma memória impressionante, onde guardava zelosamente todos os ensinamentos e tudo o que ouvia sobre as Sagradas Escrituras e as Manifestações Sobrenaturais. Isto lhe permitiu organizar no cérebro o vasto e precioso conhecimento de sua existência, se manifestando de maneira sábia e inconfundível, sempre orientada pela Luz de DEUS, que iluminava as suas palavras e decisões.

Como leiga pertencente à Ordem de São Domingos (Terciária), dedicou-se a prece e a caridade com fervor e empenho. Não era pusilânime e nem moderada com as almas sem fervor, não poupando conselhos e as necessárias admoestações.

Rezava muito, sempre estando na presença de DEUS. Entretanto não era uma contemplativa, o seu gênio era expansivo e decidido, próprio das mulheres de ação.

Catarina lançou-se de corpo e alma nas questões políticas e religiosas de sua época revelando-se de modo efetivo e coadjuvante na decisão do Papa Urbano VI de retornar a residência papal de Avignon na França, para Roma, na Itália, onde sempre foi.

Lutou bravamente para evitar o Grande Cisma na Igreja Católica, que dividiu a humanidade em duas obediências por mais de 40 anos. E sempre foi uma defensora incansável e obstinada da Igreja, que denominava “o Corpo de CRISTO, ou o próprio CRISTO, que é verdadeiramente a cabeça da Igreja”. Nessa luta ela empenhou a sua própria vida, recordando em seu leito de morte, que “tinha dado sua vida pela Igreja”. Todavia, não conseguiu ao longo de seu tempo, curar a miséria moral e a depravação do clero, que a escandalizava e arrancava doloridas lágrimas de seu coração.

O seu livro “O Diálogo” (com DEUS), que em êxtase ditou aos seus discípulos, relata com exuberância o colóquio de sua alma com o SENHOR, onde a Verdade Divina estava em realce, emergindo ao longo dos afetuosos ensinamentos que o CRIADOR derramava em seu espírito.

Foi canonizada em 1461 por Sua Santidade o Papa Pio II, e em 4 de Outubro de 1970, apesar de não ter aprendido a ler e a escrever, foi proclamada Doutora de Igreja, pelo Papa Paulo VI.

Este Site foi construído pelo APOSTOLADO DOS SAGRADOS CORAÇÕES, que fundamentou as suas pesquisas nas três principais fontes relacionadas a seguir:

1 – Vie de Sainte Catherine de Sienne – Frei Raimundo de Cápua (Confessor da Santa)

2 – Caterina di Iacopo di Benincasa (Suo Vita) – Maria Carolina Campone

3 – Catarina de Sena – Uma Biografia - Bernard Sesé

 

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