O Catecismo da Igreja Católica afirma: (1.286)

No Antigo Testamento os profetas anunciaram que o ESPÍRITO DO SENHOR repousaria sobre o MESSIAS esperado em vista de sua missão salvífica. A descida do ESPÍRITO SANTO sobre JESUS por ocasião de seu Batismo por João Batista foi o sinal de que era ELE Quem devia vir, que ELE era o MESSIAS, o FILHO DE DEUS. Concebido do ESPÍRITO SANTO, toda a sua vida e toda a sua missão se realizam em uma comunhão total com o mesmo ESPÍRITO, que o PAI lhe dá “sem medida” (Jo 3, 34).

Ora, esta plenitude do ESPÍRITO não devia ser apenas a do MESSIAS; devia ser comunicada a todo o povo messiânico. Por várias vezes JESUS prometeu esta efusão do ESPÍRITO, promessa que realizou primeiramente no dia da Páscoa (na Última Ceia) e em seguida, de maneira mais marcante, no dia de Pentecostes, em que os Apóstolos repletos do ESPÍRITO SANTO, “proclamaram as maravilhas de DEUS”.

Na sequência, os Apóstolos cumprindo a Vontade de JESUS, comunicaram aos neófitos, pela imposição das mãos, o dom do ESPÍRITO. É por isso mesmo que a imposição das mãos é reconhecida pela tradição católica como a origem do Sacramento da Confirmação que perpetua, de certo modo, na Igreja, a graça de Pentecostes.

Por outro lado é comum ouvir-se que a Crisma nos faz Soldados de CRISTO; que confirma o Batismo; que é o Sacramento do Testemunho; o Sacramento da Ação Católica e o Sacramento da Juventude. Serão estas as suas melhores características?

Para se definir melhor o Sacramento da Crisma ou Confirmação, vamos esclarecer que todos os Sacramentos foram instituídos por JESUS e todos nos concedem o ESPÍRITO SANTO, mas um deles, o Sacramento da Eucaristia, é por excelência o Sacramento de CRISTO. No momento da Consagração na Santa Missa, acontece o fenômeno sobrenatural da “Transubstanciação”, o ESPÍRITO SANTO transforma o pão e o vinho em Corpo, Sangue, Alma e Divindade de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. Então, este fica sendo mais especificamente o Sacramento de JESUS.

Confirmando, todos os Sacramentos são do ESPÍRITO SANTO, porque em todos eles, temos a ação dinâmica e poderosa do Divino Paráclito, mas num deles, o Sacramento da Crisma ou Confirmação, é, por excelência, o Sacramento do ESPÍRITO SANTO.

Para melhor compreendermos o sentido deste Sacramento, vemos pela Sagrada Escritura que o ESPÍRITO SANTO tem uma dupla função: “a de dar a vida ou suscitar a vida” e a função de “levar a vida até sua perfeição”. São duas funções plenamente distintas e que se completam. Pelo Batismo, o ESPÍRITO SANTO nos concede a “Vida Divina”, e no Sacramento da Crisma recebemos o ESPÍRITO DE DEUS para chegarmos a “Perfeição” no cumprimento da missão existencial.

O FILHO DE DEUS tornou-se Homem por obra do ESPÍRITO SANTO. Ele é o MESSIAS, isto é, sacerdote, rei e profeta desde sua encarnação. Mas antes de exercer a sua Missão Messiânica, JESUS foi ungido pelo ESPÍRITO SANTO, no dia de seu Batismo no Rio Jordão.

De modo semelhante também nós. Recebemos o “dom da nova vida” no Batismo por obra do ESPÍRITO SANTO, oportunidade em que nos tornamos com CRISTO, sacerdotes, reis e profetas. Outra realidade é exercer esta função em toda a sua plenitude em nossa vida cristã. Então existe também para nós o dia de Pentecostes. Na nossa Crisma ou Confirmação nós somos ungidos pelo dom do ESPÍRITO SANTO para que possamos exercer a nossa função de reis e rainhas no Reino de DEUS, como senhores e senhoras do mundo; como profetas e profetisas, para indicar as realidades do Reino de DEUS a toda humanidade; e primordialmente, como sacerdotes e sacerdotisas, para encaminhar e orientar tudo para o seu fim último que é DEUS. Este é o sentido da Crisma, “o nosso Pentecostes”, que nos dá o Divino Paráclito para “levarmos até a perfeição os dons que recebemos no Batismo”, para vivermos com santidade em todas as circunstâncias de nossa vida, no trabalho, no lar, nas alegrias e tristezas, na construção do mundo e no culto, segundo a Vontade do PAI ETERNO. Então realmente podemos afirmar que a Crisma ou Confirmação é por excelência o Sacramento do ESPÍRITO SANTO.

 

“Os Candidatos a Crisma”.

Continua o costume de se crismar as crianças na Igreja pela idade dos sete a oito anos, com o uso da razão. Admite-se no entanto que, por motivos pastorais, para uma melhor preparação e engajamento, seja adiada a Confirmação para uma idade que pareça mais conveniente.

O novo ritual aconselha que o Padrinho da Crisma, seja o mesmo do Batismo, mas não se proíbe a escolha por parte do crismando ou da família de um novo Padrinho. Mas o importante e essencial, sobretudo, é que os novos escolhidos sejam cristãos praticantes e tenham todas as condições exigidas pela Igreja, conforme vimos no Sacramento do Batismo.

A cerimônia geralmente é realizada durante a celebração da Santa Missa.

O Ministro da Crisma normalmente é o Bispo Diocesano. Isso significa dizer que a Confirmação está intimamente ligada à primeira efusão do ESPÍRITO SANTO no dia de Pentecostes. Os Bispos, como os Apóstolos, continuam a exercer a função de transmitir o ESPÍRITO DE DEUS àqueles que creram e foram batizados. Todavia, em casos especiais, o sacerdote também pode administrar o Sacramento da Crisma.

 

“Rito da Crisma ou Confirmação”.

Às vezes falamos em quem vai administrar a Crisma, ou em quem vai receber a Crisma, mas na realidade a Igreja é quem celebra a Crisma ou Confirmação, em todas as oportunidades. Como a Festa de Pentecoste é celebrada por toda Igreja, assim também a celebração da Crisma ou Confirmação numa comunidade eclesial constitui realmente uma celebração do Mistério de Pentecostes, ou seja, a comunidade reunida celebra alegremente o Pentecostes de seus irmãos batizados.

A Santa Missa começa como de costume, com cantos e orações especiais, podendo, é claro, haver uma entrada solene dos candidatos, junto com o celebrante.

Na homilia, a Igreja costuma contemplar o plano de DEUS revelado na História da Salvação da humanidade.

Concluída a Liturgia da Palavra, os candidatos são apresentados ao Bispo, pelo Pároco, ou por algum outro presbítero, ou por um ministro ou ainda, pelo (a) catequista que os preparou para a Crisma.

O Bispo ou Celebrante lhes dirige a palavra numa pequena mas objetiva homilia sobre o Plano de DEUS de Salvação da humanidade, e logo a seguir, é feita a Renovação das promessas do Batismo, com a resposta de cada crismando.

Estando todos em atitude de fé e de conversão, DEUS se faz presente pelo sinal da Graça. Desde o Antigo Testamento, e também no tempo dos Apóstolos, conhecem-se dois gestos de doação do ESPÍRITO SANTO: a imposição das mãos e a unção. Os dois gestos têm o mesmo significado: a transmissão do ESPÍRITO SANTO.

O Bispo, tendo em torno de si os presbíteros, convida toda a assembléia a rezar, suplicando que o PAI envie o ESPÍRITO SANTO sobre cada crismando, confirmando-os com seus dons. E todos rezam por algum tempo em silêncio.

 

“Imposição das Mãos”.

O Bispo impõe as mãos sobre cada confirmando dizendo a oração: “DEUS TODO-PODEROSO, PAI DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, que, pela água e pelo ESPÍRITO SANTO, fizestes renascer estes vossos servos, libertando-os do pecado, enviai-lhes o ESPÍRITO SANTO PARÁCLITO; dá-lhes, SENHOR, o Espírito de Sabedoria e Inteligência, o Espírito de Conselho e Fortaleza, o Espírito de Ciência e Piedade e enchei-os do Espírito do Vosso Temor. Por NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, Vosso FILHO, na unidade do ESPÍRITO SANTO”.

 

“Unção com o óleo santo crisma”.

A seguir, o crismando acompanhado de seu Padrinho, o qual coloca a mão sobre o ombro direito do afilhado, aproximam-se do Bispo, atendendo ao chamado do locutor.

O Bispo unge a fronte do crismando, dizendo a forma da Confirmação:

“Nome........, recebe, por este sinal, o Dom do ESPÍRITO SANTO”.

 

“Oração dos Fiéis”.

A seguir, acontece a Oração dos Fieis, quando toda a Igreja se une em oração, pedindo a DEUS que os confirmados possam viver de acordo com a sua vocação; que os pais, parentes e padrinhos, possam ter a força de ajudá-los a seguir o caminho do bem que decidiram encetar.

Na continuidade, a Santa Missa segue o seu Rito habitual até o final.

 

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