A ORAÇÃO

“Para mim, a Oração é um desabafo ardente do coração, um grito de reconhecimento e de amor, quer no meio da tribulação, quer no auge da alegria! É uma força misteriosa e sobrenatural que dilata a alma e a une a DEUS.” (pág 229)

“Disse um sábio: me dá um ponto de apoio que com uma alavanca levantarei o mundo. O que Arquimedes não conseguiu, lograram-no plenamente os Santos. O Todo-Poderoso deu-lhes um ponto de apóio, ELE Mesmo: DEUS, e com a alavanca da Oração, que tudo abrasa em incêndios de amor, mexeram e remexeram o mundo. Pelo mesmo processo, continuam e continuarão os Santos da Igreja realizando um trabalho maravilhoso até a consumação dos séculos”.(pág 247)

 

MEU LUGAR NA IGREJA

“Na primeira epístola de São Paulo aos Coríntios, o Apóstolo diz que nem todos podem ser ao mesmo tempo apóstolos, profetas e doutores, porque a Igreja é composta de diferentes membros e que portanto, os olhos não fazem o serviço das mãos. Continuei na leitura e encontrei este conselho: “Aspirai aos dons mais altos. Aliás, passo a indicar-vos um caminho que ultrapassa a todos”.(1 Cor 12,31) E explica o Apóstolo como todos os dons, ainda os mais perfeitos, nada são sem o Amor (a Caridade), por que o Amor (a Caridade) é o caminho mais excelente para encontrarmos DEUS. Esta revelação surpreendeu-me e colocou a paz em meu espírito. Agora, com mais tranquilidade, continuo a busca de meu lugar na Igreja, porque quando examinei os membros descritos por São Paulo, não tinha encontrado no corpo místico um lugar para mim. Foi a Caridade (o Amor) que me deu a chave de minha Vocação. Isto porque, se o corpo da Igreja era composto de membros diferentes, não lhe podia faltar o mais nobre e o mais necessário dos órgãos: o coração. Ora, então a Igreja tinha também um coração e este, naturalmente, se abrasava em Amor (em Caridade). E também, não podemos nos esquecer que o Amor (a Caridade), é responsável pelas ações dos outros membros e inclusive, regula a intensidade de suas atuações. Se ele se extinguir, os Apóstolos não anunciariam o Evangelho e nem os mártires derramariam o seu sangue. Desse modo, fiquei finalmente entendendo que o Amor (a Caridade) era o Cofre onde se encerravam todas as Vocações, que o Amor (a Caridade) era tudo, que abrangia todos os tempos e todos os lugares, porque era eterno! Então, no auge de minha delirante alegria, exclamei: “JESUS meu Amor! Encontrei por fim a minha Vocação! “Vocação para Amar!” Sim, encontrei o lugar que me compete no seio da Igreja, e esse lugar fostes VÓS que me destes, meu JESUS querido. Assim, no coração da Igreja nossa Mãe, eu serei o Amor!... Deste modo serei tudo, e assim se realizará o sonho de toda a minha vida”. (pág 260/261)

 

 

 

 

 

SOFRIMENTO COTIDIANO

Em certa ocasião alguém disse a Teresinha: "É voz corrente que nunca teve muitos sofrimentos"... A Santa sorrindo, apontou para um copo que continha uma poção de cor avermelhada, e disse: "Vê aquele copinho? Talvez pensem que contém um delicioso e agradável licor: é a bebida mais amarga de quantas já tomei. Pois bem, assim aconteceu durante toda a minha vida. Quem olha para mim e me vê sempre alegre e sorridente, pode imaginar que vivo me extasiando com bebidas deliciosas e delicadas, quando na verdade tudo sempre foi um amargor. E quando digo amargor, não quero dizer que a minha vida foi amargurada, porque me acostumei a viver alegre, embora sentisse os constantes paladares amargos que DEUS permitiu que eu experimentasse, ao longo de minha caminhada existencial”. (pág 282/283)

 

 

 

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