MÔNICA SUA MÃE - Nasceu no ano 331 na cidade de Tagaste, província romana da Numídia, atualmente Algéria, na África.

Desde menina-moça revelou um grande amor a DEUS, deixando transparecer ideais sadios, ao demonstrar que compreendia as dores e as misérias da Humanidade. Os pobres representavam uma grande preocupação em sua vida. Procurava visitá-los e socorrê-los nas necessidades. Chegava a privar-se de uma porção de alimento, escondendo-o para que ninguém observasse e depois, diligentemente esperava na porta de sua casa a passagem de um pobre, para oferecer-lhe aquela refeição. Esta era uma das muitas e habituais astúcias que caridosamente praticava às escondidas.

Estava com 20 anos de idade quando foi dada por seus pais em casamento a Patrício, que fazia parte da Câmara Municipal de Tagaste. Patrício tinha um bom coração, mas era pagão, indiferente a tudo que se relacionasse com religião e tinha uma vida pouco exemplar. Era de temperamento violento. Por motivos banais perdia a tranquilidade e ficava zangado. Sair a cavalo, ir à caça, ostentar a dignidade de decurião nos dias de festas, fiscalizar os escravos e fazer negócios no mercado, consistiam nas suas principais atividades e preocupações. A diferença de idade também era grande, Patrício possuía o dobro da idade de Mônica. Era realmente difícil compreender ou explicar aquela união, uma vez que o gênio e comportamento de cada um, os colocavam em posições diametralmente opostas.

Mas os pais de ambos não pensaram assim, preocuparam-se com a segurança financeira e o destaque que tinham as respectivas famílias na sociedade e por isso, combinaram tudo entre si.

Casaram-se e com a idade de 23 anos nasceu o primeiro filho Aurélio Agostinho, no dia 13 de novembro do ano 354, em Tagaste, hoje Souk Ahrás, na Algéria. O segundo filho foi Navígio e mais tarde teve uma filha chamada Perpétua que se tornou freira.

Embora Mônica criasse os filhos com os mesmos cuidados e carinhos, tinha uma especial predileção por Agostinho.

Foi assim que desde tenra idade, o filho foi-se acostumando com as atenções de sua mãe e a ouvir semanalmente, as noções básicas da Doutrina Cristã.

 

 

INFÂNCIA - Com a idade de 8 anos, um mal súbito investiu violentamente sobre ele, querendo roubar-lhe a vida. Foi atacado por uma doença do estômago, incomum e imprevista. O tratamento parecia não surtir o efeito desejado, pensando-se que a morte venceria inevitavelmente. No meio dos incômodos da doença, pediu para ser batizado.

Naquela época era costume batizar as pessoas depois de crescidas, adultas, suficientemente doutrinadas, possuindo os conhecimentos fundamentais da religião. Contudo era uma emergência, a sua vida extinguia-se no leito de dor. A mãe preocupada pediu à Igreja que lhe administrasse o Sacramento do Batismo.

Às pressas foram feitos todos os preparativos e quando tudo estava pronto para iniciar a cerimônia, sem qualquer explicação científica, a dor cessou e pouco tempo depois, estava completamente curado.

Teria sido um milagre?

Certo é, que em vista do acontecimento, resolveram transferir o batizado, para quando ele tivesse mais idade, seguindo regularmente os costumes estabelecidos.

O menino crescia e sempre revelou grande vivacidade, nos ensinamentos e nas brincadeiras.

No colégio mostrava-se um pouco desatento, sendo por isso castigado pelos professores. Era normal naqueles tempos, castigar os alunos que não apresentavam rendimento

 mínimo satisfatório .

 

FORMAÇÃO COLEGIAL - Com o passar dos anos, seus pais almejando um futuro brilhante para o filho, decidiram apertar o orçamento  fazendo mais economias e mandá-lo para uma Escola famosa em Madaura, que possuía excelentes professores.

Contudo, se por um lado a Escola em Madaura ofereceu-lhe uma aprendizagem eficaz e evoluída, por outro, sendo a maioria dos habitantes formada por gente aristocrática, corrupta e pagã, era muito frequente os festins e a orgia desenfreada em honra dos deuses. E isto foi péssimo para o seu caráter em formação. Aquela influência maléfica atingiu-o em cheio, excitando os seus sentidos. Aos 16 anos, estava preocupado quase que exclusivamente com o sexo e a orgia.

Seus pais ficaram assustados com aquela mudança. Tinha que ser tomada uma providência urgente. Com um esforço muito maior, tentaram dar outra direção à vida do filho, para interromperem aquele nostálgico caminho que o estava conduzindo à perdição.

Pensaram em mandá-lo para Cartago, na certeza de que encontrariam um ambiente mais sadio e disciplinado, porque também lá existia excelentes escolas. Mas as despesas em Cartago eram muito maiores e por isso, compreenderam que não seria possível fazer a mudança, apesar de toda economia e boa vontade. Mas sem desanimarem, procuraram um amigo chamado Romaniano, que prontamente emprestou-lhes o necessário, a fim de que pudessem custear os estudos do filho.

Agostinho viajou para Cartago no ano 370 de nossa era, e desde o inicio, aplicou-se com toda disposição aos estudos, ocupando o primeiro lugar na escola.

Os mestres, os colegas de classe e os amigos que lá granjeou, logo previram que bem depressa ele terminaria o curso de Direito e seria um brilhante advogado no Fórum Cartaginês.

Todavia, também em Cartago, apesar de possuir melhores companhias, estava sempre rodeado de muita tentação. Porque a cidade era uma grande metrópole, onde o cristianismo sofria um combate intenso do paganismo e onde dominava os espetáculos e as apresentações de ritos licenciosos, que chamados de artísticos, eram totalmente imorais.

 

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