É grande a quantidade de informações que quer reproduzir o provável e atribulado caminho, seguido pelo Lençol Mortuário de CRISTO até nossos dias. Neste Site, evidenciamos os fatos que julgamos merecedores de maior destaque.

Encontramos na Biblioteca do Vaticano três documentos que realmente são uma preciosidade: o Evangelho Apócrifo de São Mateus escrito em aramaico, o Evangelho de JESUS segundo os Hebreus, o qual foi citado diversas vezes por São Jerônimo em suas homilias e epistolas, e o Livro dos Atos de Filipos, todos eles escritos no século I e II de nossa era. Nos mencionados textos encontram-se referências diretas ao Santo Sudário, provando a sua existência.

No ano 338, São Cirilo, Bispo de Jerusalém, na Basílica do Santo Sepulcro (denominada na época, Basílica de Constantino) mostrava aos fieis frequentadores as provas da Ressurreição, exibindo o Sudário, os panos de linho que amarraram o Lençol ao Corpo do SENHOR, o pano usado para manter a boca fechada (costume judeu), assim como um pedaço da pedra redonda com um veio esbranquiçado, que foi utilizada para fechar o sepulcro. Estas provas também estavam relacionadas na XIV Mistagógica, que era um conjunto de manuscritos utilizados pela Igreja primitiva para catequizar os fieis.

Entre os anos 550 e 565, Justiniano, último Imperador Romano, enviou emissários à Jerusalém, a fim de tomar as medidas do SENHOR, no Sudário. Posteriormente mandou fundir em prata dourada a imagem de JESUS no tamanho natural, que ficou conhecida como a “Crux Mensuralis”.

Pouco tempo depois, no ano 670, o Bispo francês Dom Arculfo fez uma peregrinação a Jerusalém para também medir a altura do SENHOR.

0 venerável Beda no começo do século VIII, registra este testemunho de Arculfo em sua História Eclesiástica (De Locis Sanctis). Mais ou menos na mesma época, São João Damasceno assinala entre as relíquias veneradas pelos cristãos em Jerusalém, o "sindon". As palavras "sindon" e "sudarium" eram empregadas indiferentemente como sinônimos.

Parece resultar de tudo isto que no século VII, a Mortalha estava em Jerusalém ou teria voltado para lá e que portanto, só foi para Constantinopla mais tarde.

Em 1005, no século XI, com a ocupação de Jerusalém pelo muçulmano El Haken, os cristãos levaram todos os objetos sagrados para Antioquia na Síria, escondendo-os em lugar seguro para evitar profanações por parte dos hereges turcos.

De Antioquia, presume-se que o Sudário tenha sido levado primeiro para Edessa (1.050) e depois Constantinopla (hoje cidade de Istambul na Turquia), lá permanecendo de 1.092 a 1204, de acordo com as referências históricas encontradas.

Luis VII, rei da França, em 1147 visitando oficialmente Constantinopla, teve a oportunidade de venerar o Santo Sudário .

Em 1171, o Imperador de Constantinopla Manuel Comneno, mostra a relíquia ao Rei Adamauri de Jerusalém.

Assim, com certeza no século XII o Sudário se encontrava em Constantinopla, porque naquela época alguns peregrinos afirmavam que tinham venerado o "sudarium" naquela cidade. E por isso mesmo, sem a menor dúvida, a Mortalha Sagrada lá estava em 1204, por ocasião da 4ª Cruzada.

Roberto de Clari, cavaleiro francês da Picardia, que tomou parte na tomada de Constantinopla em 1204, nos conduz a um terreno bem mais sólido. Pelos críticos de história e hagiógrafos, de um modo geral, ele é considerado como homem de instrução média, um pouco ingênuo, que poderia ser influenciado pela política dos altos barões franceses, dos quais entretanto, ele se manteve distante. Pelo seu caráter é uma testemunha muito atenta e sincera, que procurou informar somente a verdade, em relação a tudo o que viu. É assim que descreve com detalhes, as riquezas e as relíquias que viu nos palácios e nas ricas Capelas da cidade, especialmente no "Boucoleon" . Viu dois pedaços da verdadeira Cruz de JESUS, a ponta de ferro da lança do centurião, dois cravos também de ferro, uma túnica vermelha que colocaram nos ombros do SENHOR (era um sagum romano) e a coroa de espinhos.

Mas foi em "Blachernes" que encontrou o Santo Sudário, ele estava num Mosteiro sob a proteção de Santa Maria de Blachernes. Às sextas-feiras era exposto aos fieis. O Lençol Mortuário era aberto e mantido esticado num local estratégico para facilitar a visitação, de tal forma, que se podia ver com bastante nitidez o retrato de NOSSO SENHOR, afirma Roberto de Clari. Quando a cidade de Constantinopla foi invadida a Mortalha Sagrada desapareceu misteriosamente. Significa dizer que o Santo Sudário foi roubado ou transformado em presa de guerra. Ora, segundo os historiadores de Besançon, na França, em particular o depoimento escrito por D. Chamard em 1208, uma Mortalha correspondente à descrição de Roberto de Clari foi consignada às mãos do arcebispo de Besançon por Ponce de la Roche, pai de Oto de la Roche, um dos principais chefes do exército borgonhês na Cruzada de 1204. Aquela Mortalha em Besançon, que tem todos os indícios de ser o nosso atual Santo Sudário, foi venerada na Catedral de Santo Estêvão até 1349. No citado ano, um incêndio devastou a Catedral e o Santo Sudário desapareceu uma segunda vez, só restando o seu relicário. Foi roubado outra vez...

A Mortalha somente reapareceu oito anos mais tarde, em 1357, como propriedade do conde Godofredo de Charny, que a recebeu de presente do rei Felipe VI, como testemunho de grande amizade. O rei adquiriu o Lençol Mortuário diretamente do ladrão, que se supõe, chamava-se Vergy, o qual necessitava de um grande favor do monarca. Charny colocou o Sudário na Colegiada de Lirey (Diocese de Troyes), fundada por ele mesmo alguns anos antes. Todavia, mais ou menos na mesma época, também apareceu em Besançon uma outra Mortalha, que era evidentemente uma incompleta e má reprodução em pintura, daquela de Lirey. Foi instaurado um processo policial, mas por causa de influências políticas ele se arrastou por muitos anos. Mas por fim, os membros da Comissão de Segurança Pública puderam demonstrar sem dificuldades, que aquela Mortalha era falsa e a destruíram em 1794, de acordo com o clero da Catedral.

Em 1452, Margarida de Charny, sobrinha de Godofredo II e também herdeira do espólio do conde Godofredo de Charny, atravessando dificuldades financeiras, conseguiu um documento oficial e licença do Papa Nicolau V e apoderou-se da Mortalha que estava em Lirey e a cedeu à Ana de Lusinhamo, esposa do Duque Luiz de Savóia, em troca do usufruto do Castelo e das terras de Mirabel.

Em 22 de Março de 1452, o Sudário foi transferido para a Igreja de Chambèry, onde o Duque de Savóia construiu uma rica Capela e colocou a preciosa relíquia numa urna de prata em exposição.

Em 4 de Dezembro de 1532, um incêndio de origem criminosa começou na Sacristia da Igreja e alastrou-se violentamente, inclusive atingindo a Capela do Santo Sudário, sendo a caixa de prata superaquecida pelo calor das chamas, retirada com grande dificuldade. Entretanto, em face da alta temperatura, a prata da caixa começou a se derreter, queimando uma pequena parte da Mortalha, que estava dobrada diversas vezes para caber dentro da caixa.

Em 1534, as Irmãs Clarissas de Chambèry, fizeram a restauração utilizando um tecido similar, aplicando remendos nas partes queimadas, assim como em outras partes que sofreram mutilações em outras épocas.

Por todos estes motivos mencionados, hoje, o Sudário ao ser apreciado, mostrará que as duas impressões com sangue no tecido ficaram entre duas linhas paralelas (devido à prata fundida), sobre as quais se percebe nitidamente, os remendos de forma triangular aplicados encima das queimaduras.

Em 1578, o Duque Emanuel Felisberto de Savóia, levou o Sudário para Turim na Itália, porque sendo amigo do Arcebispo de Milão, canonizado São Carlos Borromeu, quis poupa-lo de uma penosa penitência. O Arcebispo estava se preparando para ir a pé de Milão a Chambèry na França, a fim de visitar o Santo Sudário de CRISTO e agradecer a DEUS a libertação de Milão de uma terrível epidemia de peste, que tinha matado muita gente.

De 1578 a 1694 a Santa Síndone permaneceu guardada na Igreja de São Lourenço em Turim.

Em 1694 o Santo Sudário foi solenemente colocado na Catedral de São João Batista em Turim, numa Capela especialmente construída pelo arquiteto Guarini.

Em 1898, conforme já informamos, ele foi fotografado pela primeira vez, pelo advogado Secondo Pia.

Em 1931 foi fotografado novamente em diversos ângulos, sendo utilizado variados filtros para fins de pesquisa científica. O trabalho foi executado pelo especialista Giuseppe Enrie que tinha autorização eclesiástica e as fotografias confirmaram o caráter extraordinário da primeira foto.

Em 1939 o Lençol Mortuário que envolveu o SENHOR foi levado para a Abadia de Montevergine (Avellino), ainda na Itália, para não sofrer dano ou profanação durante a 2ª Grande Guerra Mundial.

Em 1945 voltou para a Catedral de Turim.

Com a morte do ex-rei da Itália Umberto II, da família Savóia, herdeiro da preciosa relíquia, deixou em testamento que o Santo Sudário passaria à posse do Papa João Paulo II. Em Abril de 1980 o Santo Padre, visitou e reverenciou o Lençol Mortuário, que permanece em Turim.

Em 1969, o Cardeal Pellegrino, então Arcebispo de Turim, nomeou uma Comissão de Estudos, formada por especialistas das Universidades de Roma, Turim, Milão e Modena. Naquela ocasião o Sudário foi novamente fotografado por Giovanni Judica-Cordiglia, cujas fotos foram submetidas a uma análise especial constatando que a imagem não foi pintada, “foi produzida por um acontecimento que atuou quase como num processo fotográfico.”

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