FESTA DE SÃO PEDRO

Desde o final do terceiro século ou início do quarto século, era celebrada uma Festa no mesmo dia, em honra a São Pedro e São Paulo, embora a data fosse diferente no Oriente e no Ocidente. Na lista das Festas dos mártires no “Chronograph de Philocalus”, consta a referida celebração no dia 29 junho. Na mencionada data, desde o ano 258 era comemorada a Festa dos dois Apóstolos Pedro e Paulo, na Via Appia “ad Catacumbas” (próximo a Igreja de São Sebastião fora do muro que cercava Roma). Com a construção da Basílica de São Pedro no Vaticano e a Basílica de São Paulo na Via Ostiensi fora do muro, os restos mortais dos Apóstolos foram transladados para as respectivas Basílicas.

São Pedro levou para Roma a Palavra do SENHOR e lá rezou e plantou a fé, empenhando-se dedicadamente no ensino da doutrina cristã, convertendo e encaminhando muitos corações ao Reino de DEUS, estabelecendo sua Cátedra Episcopal, cujos sucessores, são considerados bispos de Roma em todas as épocas. São Cipriano chama Roma de Cátedra de São Pedro, da mesma forma que São Theodoro chama a cidade eterna de Trono do Apóstolo, porque São Pedro fundou a Igreja de Roma, lá trabalhou intensamente divulgando o ensinamento Divino e lá foi martirizado sob o Imperador Nero. Em consequência tornou-se um costume antigo, conforme informam o Cardeal Baronius e o Cardeal Thomassin, fazer a consagração anual de bispos, para manter a hierarquia eclesiástica, sempre que possível no dia 18 de Janeiro, ou seja, os sucessores que irão ocupar a cátedra episcopal de São Pedro serem consagrados na data em que a Igreja comemora a Cátedra de São Pedro.

Uma terceira festividade relacionada com o Apóstolo, acontece no dia 1º de Agosto, que é a Festa das Correntes de São Pedro. Esta Festa originou na dedicação da Igreja construída na Colina Esquilina em homenagem ao Apóstolo, que ocorreu no dia 1º de Agosto. Nesta Igreja, ainda de pé (Igreja de São Pedro em Vincoli), são veneradas os restos das correntes que aprisionaram o Apóstolo, sendo consideradas relíquias preciosas e pertencem ao acervo do Vaticano.

A memória de Pedro e Paulo também está associada a dois lugares da Roma Antiga: a Via Sacra, nas proximidades do Foro Romano, onde se afirma que um famoso mágico Simão foi atirado ao solo, diante da oração forte de Pedro, quando ele tentava intimidar o Apóstolo; e a prisão Tullianum, ou Cárcere Mamertinus onde supostamente Pedro e Paulo estiveram presos até a execução. Nestes lugares, foram construídas Igrejas em honra dos Apóstolos. Quanto a Prisão Mamertinus é conservada em quase a sua forma original do tempo romano. Porém, é possível que na realidade, Pedro e Paulo tenham sido confinados na prisão principal de Roma, no forte do Capitólio e não em Mamertinus. Contudo o cárcere Mamertinus é uma lembrança histórica que restou dos acontecimentos daquela época.

REPRESENTAÇÕES DE SÃO PEDRO

A mais antiga representação existente é um Medalhão de bronze que data do fim do século II, mostrando as cabeças dos dois Apóstolos, Pedro e Paulo e é preservado no Museu Cristão da Biblioteca do Vaticano. Pedro tem a mandíbula saliente e não era calvo, tem cabelo espesso, ondulado e barba. As características são tão individuais e nítidas, como se fosse um retrato. Este mesmo formato de Pedro é encontrado também em duas representações na câmara da Catacumba de Pedro e Marcellinus, datando da segunda metade do terceiro século (Wilpert, "Die Malerein der Katakomben Rom", ilustração 94 e 96). Nas pinturas das catacumbas, São Pedro e São Paulo aparecem frequentemente como intercessores e defensores do morto nas cenas do Último Julgamento (Wilpert, 390 e seguintes). Nas numerosas representações de CRISTO no meio dos Apóstolos nas pinturas das catacumbas e esculpidas nos sarcófagos, Pedro e Paulo ocupam os lugares de honra, à direita do Salvador, um após o outro. Nos mosaicos das basílicas romanas, que datam do quarto ao nono século, CRISTO aparece como a figura central, estando São Pedro e São Paulo um à direita e o outro à esquerda, e além deles, os santos que são venerados naquela Igreja em particular. Em sarcófagos e em memoriais, aparecem cenas da vida de São Pedro: andando sobre as águas no Lago Genesaré quando CRISTO o chamou; a profecia da negação de Pedro; JESUS lavando os pés do Apóstolo; Pedro ressuscitando Tabita; Pedro na prisão e o Apóstolo sendo levado para o lugar da execução. Nas apresentações do Novo Testamento, o Apostolo é considerado, guia espiritual dos fieis de DEUS.

Entre o quarto e o sexto século, encontramos com frequência vários tipos de monumentos apresentando a entrega da Lei a Pedro. CRISTO dá a São Pedro um rolo de papel aberto ou enrolado, no qual está a inscrição Lex Domini (Lei do SENHOR) ou Dominus legem dat (o SENHOR dá a lei). No mausoléu de Constantina em Roma (Santa Costanza na Via Nomentana) esta cena da entrega da Lei é representada por uma flâmula. Em esculturas do quarto século Pedro frequentemente leva um cajado em sua mão direita. Nos monumentos do quinto século, ele leva uma cruz nos ombros com uma haste comprida, uma espécie de cetro indicando a sua função de pastor. A partir do sexto século, é que surge a representação das Chaves (normalmente duas, mas às vezes até três chaves), as quais se tornaram o atributo principal de Pedro em todas as imagens, daquela época até hoje. Até as renomadas e veneradas estátuas de bronze de São Pedro, possuem as Chaves; sem dúvida, esta é a melhor representação do Apóstolo, e data do último período da Antiguidade Cristã. (Grisar, "Analecta romana", I, Rome, 1899, 627 e seguintes).

1 - ORAÇÃO

São Pedro Apóstolo, vós que nos ensinastes a reconhecer a Divindade de JESUS quando proclamastes: ‘‘TU és o Messias, o FILHO de DEUS Vivo’’. Dai-nos um verdadeiro espírito de Fé e uma aceitação total da Revelação. Ensinai-nos a amar e a viver numa grande caridade. Protegei nossas famílias, santificai nossas almas, dai-nos aquela graça que precisamos em cada momento de nossa vida. Amém.

2 – ORAÇÃO

Ó glorioso São Pedro, Príncipe dos Apóstolos, a quem o SENHOR JESUS escolheu para ser o fundamento da Igreja, entregou as chaves do Reino dos Céus e constituiu Pastor universal dos fiéis, queremos ser sempre vossos súditos e filhos.

Confiantes na Palavra do SENHOR, que vos concedeu o encargo de confirmar os irmãos na fé, nos conceda a graça de, diante da diversidade das opiniões dos homens, saber professar com firmeza a nossa fé em CRISTO, FILHO de DEUS, e permanecer naquele fervoroso amor a JESUS, que por três vezes proclamastes após a ressurreição.

Fazei que sejamos fiéis aos ensinamentos do evangelho, a fim de permanecermos unidos no rebanho do SENHOR, sob a vossa guarda, e no amor ao Santo Padre, o Papa, vosso legítimo sucessor, a fim de que, após o tempo desta vida, possamos nos unir para sempre à Igreja triunfante no céu. Amém.

 

 

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