COMBATES SATÂNICOS E VISÕES DO INFERNO

 

TRATADO DOS COMBATES

Contem a descrição de 47 batalhas contra o demônio suportadas por Francisca, no período de Setembro de 1430 a Março de 1437. Estas Batalhas contra a força de um inimigo poderoso e invisível é verdadeiramente um singular tipo de ascese e uma suprema forma de martírio. A santidade de Francisca é uma provocação para os demônios. Eles odiavam, sobretudo, a sua vocação para a oração e a sua permanente busca de DEUS. Então queriam interferir para impedi-la de progredir no seu caminho interior, se aprofundando espiritualmente e se desprendendo das coisas mundanas, e por isso, eles recrudesceram os ataques. Mas como já dissemos isto aconteceu até num limite permitido pelo SENHOR. Os duelos ocorriam geralmente à noite na sua residência, por que é justamente nas trevas o reino do diabo.

VI – 6º Combate do Tratado:

Por solicitação do Padre Giovanni Mattiotti, seu confessor, em obediência, descreveu sobre todas as persuasões do inimigo. Certo dia, em horas da noite estava rezando em contemplação no seu quarto, o demônio em forma de ser humano, demonstrando inveja apareceu e me atacou colocando-me numa tábua que era do armário, flutuando no ar. Era uma tábua muito fina, e eu não sabia como poderia descer dali se DEUS não providenciasse. E o espírito maligno zombava e me ridicularizava, a ponto de acordar o meu marido que estava no mesmo quarto, mas em outra cama. Mas meu esposo só via os meus movimentos e não entendia o que estava acontecendo, por isso permaneceu em silêncio, sem saber o que fazer. Francisca então se dispôs a agir. Com a mente elevada ao Céu, com plena certeza de possuir o auxílio do SENHOR, suplicou: “JESUS ajude-me”. E de forma maravilhosa e admirável o auxílio chegou no momento preciso, fazendo o demônio desaparecer rapidamente, enquanto ela numa fração de segundos foi transportada ilesa para a sua cama. Este Combate aconteceu no Ano do SENHOR 1430, no mês de Setembro.

VII – Alius Conflictus (Outro Combate Nº 7):

Certo dia essa humilde serva de CRISTO queria fazer uma consagração na Igreja de São Pedro e São Paulo em companhia de sua cunhada, por isso, na aurora da manhã daquele dia, Vannozza para adiantar o serviço doméstico, aproveitou para fazer alguma coisa na parte superior da casa. Mas lá em cima, foi deslocada pelo maligno e perdeu o equilíbrio. Como resultado, desceu as escadas rolando de modo tão terrível, que bateu fortemente com o seu corpo e a cabeça em todos os lados da escada durante a queda. Francisca imediatamente correu para ajudá-la e aplicou o remédio certo, rezando e suplicando a graça de DEUS. E o demônio falou para a Santa: “Isto que aconteceu a sua cunhada Vannozza, lançada pela escada abaixo, era para ela ter morrido imediatamente...”, mas, o SENHOR não permitiu, enviou um Anjo e evitou o óbito, de modo que ela apenas foi projetada contra o chão, sofrendo ligeiros arranhões. Este Combate ocorreu no Ano do SENHOR MCCCCXXX (1430).

X – Alius Conflictus (10º Combate):

Durante a noite, estando à serva de CRISTO em seu quarto com o marido enfermo, caminhou até a sala a fim de pegar alguma coisa necessária para lhe oferecer algum alivio e conforto, quando foi atacada e agredida pelo demônio que imediatamente a transportou até a sacada do prédio, querendo arremessá-la no poço que havia embaixo. Na eminência de acontecer o pior, ela chamou: “O meu JESUS”! O demônio cheio de raiva, imediatamente a libertou, colocando-a na sala e desapareceu. Regressando ao quarto, o marido preocupado reclamou e quis saber da demora de sua ausência. Em silêncio, Francisca abatida pela grande tensão, continuou ajudando-o no leito, mas não revelou o motivo. Este fato aconteceu em Maio de 1430.

XIII – 13º Combate:

A serva de CRISTO transitava por uma Rua do Bairro Judeu na região de Trastevere, perto do palácio ao lado da Igreja de Santa Cecília, quando viu oito espíritos malignos numa casa defronte. Muito admirada, quis saber a causa dos demônios se encontrarem ali e então, ouviu uma voz dos demônios que dizia: “Estamos aqui para molestar os religiosos que estão neste palácio louvando a DEUS”. Os religiosos eram monges de São Paulo que estavam abrigados no palácio, refugiados por segurança, em face da guerra existente entre o príncipe e o Papa. Este Combate ocorreu em Julho de 1431, num momento da luta aberta e declarada entre o Papa e a família Colonna, quando Niccolò Fortebraccio avançou contra o Estado Pontifício. È importante ressaltar que os monges de São Paulo tinham aderido ao ideal do monarquismo reformador conforme a vontade do Papa Eugenio IV, e por essa razão, os monges estavam naquele refúgio mais seguro no Trastevere. Francisca interrogando os vizinhos para saber se existia alguma anormalidade na rua, ficou sabendo que naquela casa, onde estavam os demônios, residiam duas meretrizes que recebiam muitas visitas de jovens. Então a Santa não suportando tantas ofensas ao SENHOR DEUS, foi conversar com a dona do imóvel onde aconteciam aquelas abominações. Para que o pecado não continuasse, a pedido de Francisca, a dona da casa expulsou as prostitutas. Este Combate ocorreu em Julho de 1431.

XIV –14º Combate:

Enquanto a humilde serva de CRISTO estava em seu quarto à noite, no seu pequeno e piedoso leito, numa santa contemplação, por inveja vieram dois espíritos malignos sob a forma de homens etíopes de cor negra, e com grande raiva e muita ira bateram nela com nervos de animais. E desta vez eles bateram com muita crueldade, objetivando enfraquecê-la em seus santos e perseverantes propósitos. Quanto mais a venturosa invocava por "Meu JESUS, Meu JESUS”, mais os demônios batiam duramente, dizendo: "Agora, chama o teu JESUS”, insultando-a e zombando muitas vezes, e sempre golpeando com raiva e mais violência. Francisca fervorosamente e com maravilhosa confiança no SENHOR continuava a suplicar "Meu JESUS, Meu JESUS". E na continuidade, os demônios quiseram estrangulá-la. Angustiada com tanta crueldade, mas com fé e uma vigorosa coragem, num extremo de dor e de aflição, seu espírito nobre e determinado invocou fortemente o SENHOR, e neste mesmo momento, surgiu o glorioso Anjo que diariamente lhe acompanhava. Com um gesto ligeiro, sacudindo a cabeça, fez com que os demônios desaparecessem imediatamente.

Francisca permaneceu dolorida com aquela ocorrência e por um bom tempo sofreu no corpo as consequências daquela terrível flagelação. Este fato aconteceu no mês de Julho do ano 1431.

OUTROS COMBATES:

Em Julho de 1399, enquanto Francisca e sua cunhada Vannozza saciavam a sede às margens do Rio Tibre, retornando de uma visita a Basílica de São Pedro no Vaticano, por uma mão invisível, foi violentamente precipitada na água junto com Vannozza. Na iminência de se afogar, invocou o auxílio Divino chamando por: “Meu JESUS, meu JESUS”, e imediatamente foi colocada a salvo com a cunhada, na margem do Rio onde estavam anteriormente, com a roupa inteiramente seca.

Outra noite, o demônio colocou no aposento de Francisca, o cadáver de um homem cheio de vermes, que ali ficou por vários dias, porque ela não quis mexer no cadáver e foi dormir em outro quarto. Passados alguns dias o cadáver desapareceu.

E muitos outros casos ocorreram, num total de 47 combates que foram anotados pelo seu confessor.

 

 

“TRATADO DO INFERNO”

Naquele dia, quase ao anoitecer, em êxtase, mesmo estando enferma, foi transportada para a outra vida, guiada pelo Arcanjo Rafael, fazendo uma ampla visita ao Inferno. Ela ficou aterrorizada com a escuridão, com o barulho, o insuportável odor, com os locais onde o frio era intenso e os outros lugares, na sua maioria, onde o calor era escaldante. Também a abominável visão dos monstros e dos demônios, e dos horríveis suplícios reservados as almas dos condenados. O inferno é um lugar trágico, habitado por espíritos já despojados do seu nome, desprovidos de qualquer individualidade, com seu destino inevitavelmente fixado nas penas eternas, sem qualquer apelação e sem nenhum tipo de salvação. Um mundo em que a experiência do mal e da dor tem uma densidade física concreta, é horrível a vista, ao olfato e ao odor.

Quando de sua chegada à entrada, viu um abismo tão imenso e tão terrível que mesmo descrevendo ao seu pai espiritual sentiu uma imensa e profunda dor. Disse que logo na entrada havia algumas letras que diziam: “Este lugar é o inferno sem esperança e sem descanso, onde não existe alívio”.E vendo e ouvindo, experimentou uma sensação infinitamente terrível e desagradável, ficou agitada e com grande terror. Sabia que o Arcanjo estava ao seu lado, mas ela não o via. Entretanto, só sabendo de sua presença era suficiente para lhe infundir um grande alívio, conforto e um forte estimulo, para ser forte e não se preocupar.

A entrada é muito grande, mas no meio é muito maior ainda, e as trevas e a escuridão são de tal ordem que nenhum mortal pode imaginar. Estruturalmente tem três partes, uma de cima, outra no meio com penas maiores, e outra abaixo, na qual as penas são infinitamente mais severas. O espaço entre um plano e outro é imenso e ocupado pelas trevas que infundem um terrível tormento. Viu ainda um demônio sob a forma de um grande dragão que expelia fogo pela boca e um grande fedor. Francisca também ouviu gritos e berros apavorantes com muito choro e doloroso xingamento, e muitas vozes tristes, com queixas sem fim, inclusive de algumas almas que se aproximaram e narraram sua dor e a grande angústia que sentiam. Francisca sofreu muito ao vê-los assim. E a serva de DEUS, tendo a visão daquele terrível fogo, e sentindo pessoalmente o terrível calor e o abominável mau cheiro daquele lugar, ouvindo tantas vozes chorosas, cheias de sofrimento e pesar, não pode suportar tanta dor e sentiu lhe faltar às forças. Então, o mencionado Arcanjo Rafael que estava ao seu lado, percebendo, lhe consolou e lhe infundiu mais vigor para continuar a caminhada.

A humilde serva do SENHOR viu também o terrível Satanás, que estava numa posição de honra no meio do segundo plano, mas a exemplo do dragão, com facilidade e rapidez se deslocava entre os planos, dando a idéia, de como se ele estivesse nos três planos ao mesmo tempo.

Satanás tinha na cabeça uma coroa de chifres de veado. Aqueles chifres tinham muitas ramificações de chifres menores, dos quais saia um máximo de fogo. Sua face era inconcebivelmente horrorosa, e de todas as partes eram lançados um fogo fétido e ardente. Por outro lado havia certas correntes ardentes ligadas ao seu pescoço, nas mãos, nos pés e na metade do corpo, de tal maneira que tudo era circundado por essas correntes ardentes. Estas correntes ardentes estavam unidas em todas as partes do inferno, e uma parte daquelas correntes estava ligada com o dragão, e outra estava ligada com Lúcifer ou Satã.

Francisca viu também de que modo aqueles demônios que estão no mundo tentam as pessoas, conquistando almas para o inferno. E lá no inferno constatou como eles conduziam as almas condenadas, infundindo nelas o máximo pavor, censurando sua conduta em vida e dizendo tantas coisas ruins e desagradáveis que é difícil narrar aqui, e aquela alma devota de DEUS, cheia de compaixão, sentiu imensa dor e muita aflição.  Repetiu, com um máximo de terror, dizendo que as almas são conduzidas no inferno, com censuras, horríveis visões, tormentos e angustias que ela não consegue descrever.

As almas que tinham cometido pecados graves eram colocadas no plano de cima do inferno, onde havia muitos demônios sob a forma de escorpiões, répteis feios e medonhas serpentes venenosas; e eram atormentadas pelo fogo transmitido pelo mencionado príncipe, e eram queimadas também pelo fogo geral que estava no lugar de cima. Também sofriam de uma grande escuridão, além de serem torturadas indefinidamente por muitos demônios, com muitas outras penas terríveis que lhes causavam uma grande angústia.

Entre as muitas almas, lá estavam às almas dos judeus que tinham cometido pecados graves, e também almas de cristãos que tinham cometido maiores transgressões, e que foram negligentes no confessionário, não se libertando de seus pecados por uma boa e santa confissão, e morreram nessa circunstância.

LÚCIFER E SEUS PRÍNCIPES

Esta devota serva de CRISTO descreveu, que no inferno tem ordinariamente três príncipes subalternos e unidos a Lúcifer, os quais permanecem na parte superior junto aos outros demônios, do mesmo modo como na gloria eterna eram três gloriosos Anjos pertencentes a três hierarquias celestes mais importantes, que caíram de seus coros por causa de seus terríveis pecados contra DEUS. O Príncipe e chefe de todos os diabos é Lúcifer, que pertenceu ao Coro dos Anjos Serafins, e que no inferno dá as ordens como preceptor e punidor da justiça Divina para todos os demônios e condenados. E como era um Anjo nobre, é o demônio mais inimigo da humanidade. Ele possui três Príncipes para ajudá-lo: Asmodeu o devastador, o demônio da ira, sobretudo é o demônio do vício da carne, da sexualidade, que pertenceu ao Coro dos Querubins. Ele é considerado inimigo do Casamento, pois no Antigo Testamento, Sara filha de Raguel, foi dada em casamento sete vezes, por que o demônio Asmodeu matou sucessivamente seus sete maridos (Tob 3, 8).  O outro Príncipe chamado Mamona patrono do vicio da avareza, da sofreguidão e do intenso desejo, pertenceu ao Coro dos Anjos dos Tronos. O Terceiro Príncipe é chamado de Belzebu, que pertenceu ao Coro Angélico das Dominações, é cabeça do vicio da idolatria e dos encantadores, cabeça de todos os locais de trevas e escuridão do inferno, cuja missão é envolver de trevas e escuridão a inteligência e o discernimento das pessoas racionais, tirando a atenção e a concentração pessoal. Os demônios executam no inferno a Justiça Divina que determina as penas dos condenados para aquele lugar tenebroso.

Os três Príncipes com Lúcifer nunca deixam o inferno, embora enviem os outros demônios quando deve ser feito algum grande mau ao mundo, ou seja, alguma punição permitida por DEUS, especialmente quando aqueles demônios que estão no ar, na atmosfera, ou junto de nos, não se mostrem suficientes para fazer um grande mau. Então, sem dúvida, por causa disso algumas vezes saem do inferno como devastadores terríveis, iníquos e maliciosos, para atuar malignamente, mas dentro dos limites permitidos pelo SENHOR.

Os espíritos malignos de um modo geral têm como objetivo primordial destruir completamente à humanidade. Se pudessem, eles destruiriam totalmente o gênero humano. As pessoas condenadas são encaminhadas a Lúcifer, que é a própria malícia, e que distribui os condenados, sendo alguns colocados no inferno inferior, outros no inferno médio e outros vão para o inferno superior, de acordo com o grau e a intensidade de suas penas. Os demônios que estão no inferno inferior, são aqueles que pertenceram à suprema hierarquia angélica, evidentemente os Querubins, Serafins e Tronos. E estão no lugar mais profundo do inferno, onde a tortura e os tormentos são infinitamente maiores, de conformidade com a grandeza das penas dos condenados. As miseráveis almas são torturadas pelos seus pecados incomensuráveis e submetidos a Lúcifer, ele que é o chefe e príncipe do orgulho, caído do Coro dos Serafins, e a palavra dele é lei. Os próprios demônios que mencionamos anteriormente quando saem do inferno para alguma missão, se justificam, dizendo o motivo principal da saída, para não ofender o imenso orgulho do chefe.

Outros miseráveis demônios, que também seguiram Lúcifer na revolta contra DEUS, e que estavam na segunda hierarquia angélica, pertenciam ao Coro das Dominações, Principados e Potestades, estão fixados no inferno do meio, e naturalmente, estão debaixo das ordens do Príncipe Lúcifer. As almas que vão para lá são torturadas e atormentadas de acordo com suas penas. E quem comanda o inferno médio é o Príncipe Asmoneu, que foi aquele do Coro Angélico dos Querubins, e é a cabeça e o Príncipe do grande e desprezível vício da carne.

Outros miseráveis demônios, que também seguiram Lúcifer, e pertencia à classe menor da hierarquia Angélica e são os Anjos e Arcanjos, estão no plano superior do inferno e lá, da mesma forma, torturam e atormentam as almas dos infelizes de acordo com a sua condenação. Os Anjos e Arcanjos estão sobre o comando do Príncipe Mamona que veio do Coro Angélico dos Tronos, e comanda o terrível vicio da avareza, ele e os Anjos e Arcanjos Caídos, também estão sob o comando de Lúcifer.

O outro Príncipe chamado Belzebu, que pertenceu ao Coro Angélico das Dominações é o chefe e príncipe que executa as penas dos condenados naquele lugar tenebroso do inferno inferior, repleto de sofrimento, onde os demônios embora sejam inumeráveis são desordenados e individualistas. Mas esse dirigente Belzebu, como coloca os tormentos ao lado da obscuridão e das torturas, para aquelas almas miseráveis que estão neste lugar, não só estão nas trevas, mas também em seu corpo, estão ligadas aos malefícios e sortilégios do próprio demônio.

É importante frisar que em cada plano do inferno existem diversas subdivisões com variado tipo de flagelação, que acolhem as almas com os seus diversos tipos de pecado.

Ainda relatou a Santa que existem outros tipos de Anjos Caídos. Na terrível batalha que aconteceu no Céu, quando os Anjos manifestando uma terrível soberba ofenderam a DEUS, alguns procuraram não se definir, não revelando claramente a sua preferência entre DEUS e Lúcifer. Então, não se rebelaram abertamente contra o SENHOR, mas nem sequer apoiaram claramente a causa Divina. E também não apoiaram abertamente Lúcifer. Covardemente eles tentaram permanecer "neutros" numa posição intermediária, como se diz vulgarmente: “em cima do muro”, o que na verdade, é uma maneira considerada disfarçada para ocultar a simpatia por Lúcifer. Por isso DEUS os condenou. A Justiça Divina lhes infligiram um castigo compatível com seu comportamento, que no caso, foi menos terrível do que aquele recebido pelos partidários explícitos de Lúcifer. Em vez de serem precipitados no inferno, permanecem no ar e sobre a Terra. No ar, no espaço, permanecerão até o dia do Juízo Final, quando então, irão para o inferno por toda a eternidade. Significa dizer que eles escaparam dos sofrimentos do inferno, somente no período entre a batalha celeste e o Juízo Universal, ou seja, no tempo de vida do Universo. Entretanto, estes demônios do ar têm outro tipo de sofrimento, que também é tão terrível como os outros, porque sofrem quando vêem a bondade praticada pela humanidade e, sobretudo, sofrem porque não tem e não alcançam o Amor de DEUS.

Esses anjos "neutros" se dividem em dois tipos. Aqueles que vivem no ar e influenciam o clima e as transformações da natureza: chuvas torrenciais, granizo, furacões, abalos sísmicos, que assustam e prejudicam as pessoas na Terra, induzindo-as ao pecado. O segundo tipo atua no planeta, com tentações, enfrentando diretamente os Anjos da Guarda. Fazem normalmente o oposto do Anjo da Guarda: ao invés de proteger, eles tentam levar as pessoas ao pecado. Este fato nos faz compreender, que cada ser humano está entre o “bem” e o “mal”, entre o seu Anjo da Guarda e o Anjo das Trevas. E conforme as suas decisões e comportamentos estarão alimentando a força e o poder do maligno, ou a força e o poder Divino sobre a sua vida, revelando diariamente através de suas virtudes ou da maldade, a desgraça ou o bem que carregam no coração, na contínua e permanente batalha espiritual de cada dia, que só terminará com a morte.

 

Próxima Página

Página Anterior

Retorna ao Índice